Mosaico Celebrativo do Ano Europeu do Diálogo Intercultural
Os objectivos deste trabalho, integrado nos ateliers de "Artes e Ideias" do Espaço Triângulo, estão relacionados com a desmistificação da imagem negativa do Bairro da Bela Vista, bem como, sensibilizar a população em geral para a Inclusão Social, daí esta obra se situar no Centro da Cidade
A orientação artística, de Ricardo Crista, permitiu que, através das visões plurais de cada um dos jovens, fosse criado um único painel. Nele se cruzam as cores do branco, azul e amarelo, evocação dos tradicionais painéis azulejares portugueses seiscentistas, numa alusão à globalização que a gesta marítima trouxe para a Europa e para o Mundo. Os mosaicos aludem, por si, à Roma Clássica, essa mesmo que juntou e ligou de forma inquebrável a Europa, a Ásia e a África. No painel vêem-se distintos caminhos, que a partir de certo ponto, se encontram. Os jovens retratados são os autores, ou seus amigos, independentemente dos tons das peles. Estes, entre outros motivos se encontram neste painel, que procuram dar-nos uma reflexão sobre o Diálogo Intercultural, através dos olhos destes jovens.
Com este painel procura-se recordar também o carácter miscigenado da milenar população setubalense, fruto dos encontros de distintas populações da Europa, África e Médio Oriente que, sedimentando-se ao longo de milénios, atestam essa positiva convivência com as diferenças, tradição esta que deve ser recordada e praticada nos dias de hoje, em que novas vagas migratórias aportam a Setúbal.
Este painel é o resultado de uma parceria entre o Espaço Triângulo do ACM, a Prima Folia – Cooperativa Cultural, CRL, a Santa Casa da Misericórdia de Setúbal e a Caritas Diocesana de Setúbal, que juntos se manifestam contra a indiferença.
Ciclo de Cinema Julho - Tributo a Godfrey Reggio

Koyaanisqatsi é um documentário. Koyaanisqatsi é um concerto visual de imagens em harmonia, com a música de Phillip Glass. Na realidade o filme tem início com os desenhos rupestres ameríndios, enquanto se ouvem os cânticos Koyaanisqatsi, que é um termo dos índios Hopi que corresponde ao conceito de Vida em Desequilíbrio. A partir daqui é uma impressiva e emocionante viagem sensitiva pelo mundo real onde vivemos. Incómodo, perturbador, uma arrebatadora obra-prima.
Dia 17 de Julho, quinta-feira, às 21:30 horas – Triologia Qatsi de Godfrey Reggio, com Powaqqatsi, de 1988, com a duração de 99 minutos.
Powaqqatsi, significa Vida em Transformação, é a segunda sequela da trilogia, explora as consequências do desenvolvimento tecnológico nos países em vias desenvolvimento e os efeitos que, a globalização de modelo ocidental, tem sobre estas sociedades. Perturbador filme, que nos obriga a uma profunda reflexão sobre os nossos valores e o papel que desempenhamos nas nossas vidas.Em Agosto, na Academia Problemática e Obscura
Tudo o que é bom tem de ter um fim, pelo que Naqoyqatsi, que significa a Vida em Guerra, fecha esta trilogia.

Partindo da vida quotidiana, somos levados numa espiral que nos obriga a reflectir sobre as alterações de um mundo organizado segundo princípios naturais para este outro, determinado pela tecnologia, pelo sintético e pelo visual. Extremo, da intimidade ao espectacular, da tragédia à esperança, este último filme qatsi é uma experiência física e emocionalmente intensa.
Tertulias de Julho
Paulo Borges é Professor do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa. Coordenou a edição das Obras de Agostinho da Silva, e coordena o levantamento, estudo e futura edição do seu espólio. Presidiu à Comissão Coordenadora das Comemorações do Centenário de Agostinho da Silva e integrou a Comissão Organizadora das visitas do XIV Dalai Lama a Portugal. Sócio-fundador e membro da Direcção do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, Presidente da União Budista Portuguesa e da Associação Agostinho da Silva. Celeste Natário: Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde igualmente veio a obter o grau de Mestrado e de Doutoramento. Ainda nessa Faculdade, tem, desde 1998, leccionado a cadeira de "Filosofia em Portugal" do Curso de Licenciatura em Filosofia, para além de alguns Seminários de Pós-Graduação. Renato Epifânio: Doutorado pela Universidade de Lisboa; Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e da Direcção da Associação Agostinho da Silva; Secretário-Executivo das Comissão das Comemorações do seu Centenário.
Como é sabido, A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva. A NOVA ÁGUIA, pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu "espírito", adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no manifesto. Tal como n' A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas.
O primeiro número, já lançado, tem como tema "a ideia de Pátria: sua actualidade". O segundo, a ser lançado em Novembro, terá como tema "António Vieira e o futuro da Lusofonia". O terceiro, a sair no 1º semestre de 2009, será dedicado ao "legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte". A Revista resulta de uma parceria entre a Editora Zéfiro, a Associação Marânus/Teixeira de Pascoaes, que será a nossa sede a Norte, e a Associação Agostinho da Silva, que será a nossa sede a Sul.
Dia 18, sexta-feira, às 20:00 horas – Jantar Cultural do Ciclo Padre António Vieira e o futuro da Lusofonia, com Fernando Dacosta.
Fernando Dacosta nasceu a 12 de Dezembro de 1945, em Luanda. Passou a infância e a adolescência no Alto Douro, frequentando o Liceu de Lamego. Fixado em Lisboa (depois de uma breve passagem por Coimbra), estuda Filologia Românica, inicia-se no jornalismo, em 1967, e (depois do 25 de Abril) na literatura. Passou por diversos órgãos de informação, como Europa-Press, Flama, Comércio do Funchal, Vida Mundial, DL, DN, A Luta, JL, o Jornal, o Público. Actualmente pertence aos quadros da Visão. Foi director dos Cadernos de Reportagem e co-editor da Relógio d'Água. Na RTP1 teve uma rubrica sobre livros entre 1991-92. Foi galardoado com 10 prémios: G.P. de Teatro RTP, da Associação Portuguesa de Críticos, da Casa da Imprensa (por Um jeep em segunda mão, 1978), G.P. de Reportagem (À Descoberta de Portugal, 1982), Jornalista do Ano Nova Gente (1982), G.P. de Reportagem do Clube Português de Imprensa (Os Retornados estão a mudar Portugal, 1984), G.P. de Litertura Círculo de Leitores (O Viúvo, 1986), P. Fernando Pessoa do jornalismo e P. Gazeta do Clube dos Jornalistas (Moçambique, Todo o Sofrimento do Mundo, 1991), P. Gazeta do Clube dos Jornalistas (O Despertar dos Idosos, 1994). Tem mais de vinte livros publicados em diferentes géneros - reportagem, teatro, romance, narrativa e conto.
Dia 31, quinta-feira, às 21:30 horas – Concerto intimista de peças ibéricas, por Hugo Silva e convidados.
Hugo Silva é investigador do Instituto de Etnomusicologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e cantor desde há uma década em diversos grupos.
Espectáculo de Beneficiência em Sesimbra

A Associação Bianca, é uma associação de Acolhimento e protecção de animais abandonados do concelho de Sesimbra. Está a promover esta festa devido a não ter meios suficientes, como por exemplo, necessitam de uma carrinha para transporte de animais ao veterinário, e, também para pagar as dividas que têm perante os veterinários, que já é quase superior a 6000 €uros. Como podem ver a situação da associação não é lá muito boa! o subsidio dado pela CMS (Câmara Municipal de Sesimbra) não chega para tudo o que a associação precisa. Num terreno com capacidade para 50 cães, têm 200 e tal. Só entre Janeiro e Junho entraram quase 180 animais.
Ajuda e/ou participa!
Adenda ao Ciclo da Guerra Civil Espanhola

Projecção do documentário Spanish Earth, por Joris Ivens em 1937, com a voz off de Ernest Hemingway, filmado em plena Guerra Civil, mostra o dia a dia das gentes e a sua luta pela sobrevivência e pelos seus ideais. Duração de 52 minutos, p/b.
Nota: falado em Inglês e legendado em Castelhano
Setúbal e a Guerra Civil Espanhola - Apresentação de Álvaro Arranja, com imagens de jornais da época.
Álvaro Arranja é licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa. Tem publicado diversos trabalhos sobre história contemporânea portuguesa e sobre história local.
Após o início da Guerra Civil espanhola, cedo a Ditadura portuguesa e os sectores sociais que a apoiam, compreendem que a sua sorte se joga em E
spanha. A vitória de Franco consolidaria Salazar, enquanto um sucesso republicano daria uma ajuda decisiva à oposição portuguesa. Em Setúbal, como noutras localidades, os apoiantes da Ditadura organizam o auxílio ao exército de Franco que de Sevilha tinha subido até Badajoz (onde cometeu um dos maiores massacres da Guerra Civil) e agora se preparava para seguir na direcção de Madrid. Através da imprensa da época em Setúbal, vemos como os mais importantes industriais das conservas formam colunas automóveis levando conservas de peixe (a ração de combate perfeita) e outros abastecimentos até Espanha, com o objectivo de apoiar o “seu” exército franquista. A não-intervenção da Ditadura portuguesa é apenas uma fachada, como se vê ainda melhor na imprensa local do que na imprensa de Lisboa (mais controlada pela censura).
Álvaro Arranja
Programa de Junho da Academia Problemática e Obscura
Dia 6, às 20:00 horas – Jantar do Ciclo das Ordens Militares – Ordem de Santiago, com Cristina Alves e Carlos Russo dos Santos.
Último jantar dedicado à Ordem de Santiago e Espada, onde se tentará explicar, através de uma abordagem sócio-económica, o poder e a autonomia desta Ordem religiosa e militar. Seguir-se-ão as conclusões sobre o seu papel, influência na cultura portuguesa e permanência no imaginário literário português.
Dia 12, às 21:30 horas – Ciclo de Cinema sobre a Guerra Civil de Espanha, passagem do filme, El Laberinto del Fauno, realizado por Guillermo del Toro de 2006, com a duração de 112 minutos.
Sinopse: Na década de 40 na Espanha pós-Guerra Civil, uma menina de dez anos muda-se com a mãe grávida para uma área rural no norte do país. A sua mãe acaba de casar com um oficial fascista. Lá, a menina passa a viver entre um mundo fantástico de sua criação e a dura realidade.
Dia 13, às 20:00 horas – Jantar Cultural do Ciclo da Guerra Civil Espanhola, O Fascismo e o Estado Novo, pelo Fernando Rosas.
Pretende-se traçar um quadro geral sobre o advento dos regimes
fascistas na Europa do pós I Guerra Mundial e explicar a
fundação do Estado Novo Português no quadro deste processo histórico da época dos fascismos. Ao seja, procurar caracterizar o Estado Novo como uma modalidade especifica dos regimes fascistas no quadro das particulares condições económicas e sociais de Portugal no período entre as duas guerras mundiais.
Fernando Rosas
Dia 19, às 21:30 horas – Ciclo de Cinema sobre a Guerra Civil de Espanha, passagem do filme, Libertárias, realizado por Vicente Aranda de 1996, com a duração de 125 minutos.

Sinopse: Em Julho de 1936 o exército espanhol amotina-se contra o governo da república. Desencadeia-se um grande movimento revolucionário contra os golpistas militares. A população mobiliza-se com a CNT à frente. Um grupo de mulheres oferece-se para avançar para a frente, e reivindicam um posto igual ao dos homens.
Dia 20, às 21:30 horas – Ciclo da Guerra Civil Espanhola, Guerra Civil Espanhola, pelo João Madeira.

Da vitória nas eleições municipais de 1931 à vitória da Frente Popular em Fevereiro de 1936; da República social ao alzamiento nacionalista; da resposta operária e popular ao curso da guerra civil e ao descalabro da derrota, foram anos de exaltação, tempos de brasa, de esperanças incendiárias, onde uma geração inteira deu o melhor de si com as ideias de democracia, de igualdade e de socialismo no horizonte.
Guerra, porém, também manchada por divisões fratricidas, guerra que pôs a vivo hipocrisias e traições num cenário internacional feito mais de calculismos e interesses do que de solidariedade real, mas que mobilizou e galvanizou as esquerdas mundiais que fizeram do combate pelo campo republicano o seu próprio combate.
A Guerra Civil de Espanha prenunciou o conflito mundial que não tardaria a eclodir e, desse modo, mesmo na amargura da derrota e num refluxo trágico, as diferentes esquerdas conseguiram reencontrar sementes da esperança e de recomposição, rasgando caminhos para novas batalhas.
JM
Dia 26, às 21:30 horas – Ciclo de Cinema sobre a Guerra Civil de Espanha, passagem do filme, Tierra y Libertad, realizado por Ken Loach de 1995, com a duração de 110 minutos.
Sinopse: Um jovem comunista inglês viaja até à Península Ibérica e une-se a um grupo de milicianos para lutar contra o franquismo nos tempos da Guerra Civil Espanhola.
Dia 27, às 20:00 horas – Jantar Cultural do Ciclo da Guerra Civil Espanhola, Os Portugueses na Guerra Civil de Espanha, pelo Luís Farinha.
De um lado e de outro da fronteira era o mesmo o combate contra o fascismo que isolava a Ibéria do resto do mundo democrático. Republicanos, anarquistas, militares, comunistas partiram para a Guer
ra de Espanha com a mesma vontade e a mesma força com que combatiam a Ditadura de Salazar. Eram dois destinos paralelos, Portugal e Espanha. Receosos do futuro, os homens tinham abdicado da Liberdade para garantir a segurança, subvertendo a ordem constitucional e implantando uma Ditadura por iniciativa do Exército. A vitória dos Republicanos espanhóis seria também a vitória da República em Portugal. Por isso muitos opositores portugueses se juntaram aos combatentes da Democracia e da Liberdade em Espanha.
Já há nova data!
Dia 6, às 20:00 horas – Jantar do Ciclo das Ordens Militares – Ordem de Santiago, com Cristina Alves e Carlos Russo dos Santos – Último jantar dedicado à Ordem de Santiago e Espada, onde se tentará explicar, através de uma abordagem sócio-económica, o poder e a autonomia desta Ordem religiosa e militar. Seguir-se-ão as conclusões sobre o seu papel, influência na cultura portuguesa e permanência no imaginário literário português. Ver aqui.
Publicidade Solidária
com a participação de:
Otelo Saraiva de Carvalho (Capitão de Abril)
João Madeira (Historiador)
Albérico Afonso (Professor E.S.E. Setúbal)
A partir das 13h na sede da Associação José Afonso estará patente, uma exposição sobre "O 25 de ABRIL", o documentário "Setúbal Ville Rouge" e música ao vivo com António Busca e Cesino Alves.



