Historial de Actividades

Setembro de 2007

Dia 28Estreia do documentário Comenda, de Leonardo Silva, na Universidade Moderna – Pólo de Setúbal, no âmbito das Jornadas Europeias do Património em parceria com o Universidade Moderna – Pólo de Setúbal e Museus Municipais de Setúbal.

Dia 29Estreia do documentário Ser Conserveira, de Leonardo Silva, no Museu do Trabalho – Michel Giacometti, no âmbito das Jornadas Europeias do Património em parceria com o Universidade Moderna – Pólo de Setúbal e Museus Municipais de Setúbal.

Inauguração da exposição de fotografia, In Principium erat Lux – diálogos sadinos entre o património religioso e a arte contemporânea, de João Marques Pereira, nos estabelecimentos nocturnos de Setúbal – La Bohème e Baco, no âmbito das Jornadas Europeias do Património em parceria com o Universidade Moderna – Pólo de Setúbal e Museus Municipais de Setúbal.

Dezembro de 2007

Dia 7
Lançamento do livro Fé, Nação e Império – o pensamento político de D. Frei Amador Arrais, de José Luís Neto, em parceria com Outrora Edições.

Inauguração da exposição Zoilos Tremei! Posteridade, és minha! – Tributo ao Teatro Experimental Fonte Nova, em parceria com Teatro Estúdio Fonte Nova.

Dia 20 Jantar Teatral, com Graziela Dias (Actriz do Teatro Estúdio Fonte Nova) e José Maria Dias (Director Artístico do Teatro Estúdio Fonte Nova).

Janeiro de 2008

Dias 23, 24, 25 e 26
Participação na Plataforma Social de Setúbal, constituída por diversas ONG’s locais, com vista à celebração de “Por um mundo melhor” do Fórum Social Mundial.

Fevereiro de 2008

Dia 1
Inauguração da exposição Colectiva de Renata Barreto, Mariana Marques, Sofia Borges e Marisa Gonçalves.

Dia 8Documentário The Corporation, seguido de debate com os deputados Marisa Costa (PS) e Miguel Tiago (CDU).

Dia 15Jantar Cultural Ciclo Inezino, com Armando Nascimento Rosa (Dramaturgo).

Dia 21Documentário The Take, seguido de debate com Jaime Pinho (BE) e Joaquim Gonçalves (CDS).

Dia 22Inauguração da exposição Carlos Paredes, em colaboração com a Associação José Afonso, com música ao vivo.

Março de 2008

Dia 5Debate sobre os direitos dos animais e a saúde pública com Professor Doutor Francisco Assis-Costa e a Associação Sobreviver – Setúbal.

Dia 6Apresentação do jornal Mudar de Vida com José Mário Branco.

Dia 7 Jantar Cultural Ciclo Inezino, com Fernando Da Costa (Dramaturgo/Jornalista) e Regina Bronze (Medievalista).

Dia 14Jantar Cultural Vegetariano, de Teresa Pontes, com passagem de um documentário, em colaboração da Associação Vegetariana Portuguesa e da GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental).

Dia 28Jantar Cultural Ciclo Inezino, com João Aguiar (Romancista).

Abril de 2008

Dia 3 – Inauguração da exposição fotográfica de António Busca, Revisitar Abril, 30 anos depois, com cantares alentejanos.

Dia 4Jantar de poesia e literatura amorosa, com leituras de Graziela Dias (Actriz do Teatro Estúdio Fonte Nova) e António Serzedelo (Jornalista).

Dia 10Passagem do documentário Setúbal, ville rouge, acerca do 25 de Abril de 1974, seguido de debate com Albérico Afonso (Historiador).

Dia 11 – Passagem de documentários sobre o 25 de Abril de 1974, em Portugal, seguido de debate livre.

Dia 17 Apresentação do movimento FERVE (Fartos destes recibos verdes) e Precários Inflexíveis, com André Soares e João Pacheco (Jornalistas).

Dia 18Jantar Cultural Ciclo das Ordens Religiosas MilitaresOrdem de Santiago, com Carlos Russo dos Santos.

Maio de 2008

Dia 9
Jantar do Ciclo das Ordens Militares – Ordem de Santiago, com Regina Bronze e Isabel Lucas – Das estruturas sagradas (capelas e ermidas) às devoções.

Dia 15O Arquitecto e a Cidade, documentário sobre a reabilitação de Siza Vieira na Cidade Velha, em Cabo Verde, seguido de debate entre Luís Paixão, arquitecto e José Luís Neto, arqueólogo.

Dia 16Jantar-Debate, com a palestra A Cidadania e Ambiente, por João Bárbara.

Dia 29Inauguração da exposição Rostos Urbanos, do Espaço Triângulo A. C. M.

Junho de 2008
Dia 6 Jantar do Ciclo das Ordens Militares – Ordem de Santiago, com Cristina Alves e Carlos Russo dos Santos – Abordagem sócio-económica, o poder e a autonomia desta Ordem religiosa e militar.

Dia 7Colaboração nas celebrações do Dia Mundial do Ambiente, organizado pela Associação de Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado e apoio da Câmara Municipal de Setúbal, na produção e divulgação dos concertos ocorridos na Praça de Bocage.

Dia 12Ciclo de Cinema sobre a Guerra Civil de Espanha, passagem do filme, El Laberinto del Fauno, realizado por Guillermo del Toro de 2006, com a duração de 112 minutos.

Dia 13Jantar Cultural do Ciclo da Guerra Civil Espanhola, O Fascismo e o Estado Novo, pelo Fernando Rosas.

Dia 17Criação do Resarte (Rede de Criadores e Expositores de Setúbal), em colaboração com a Elucid’arte. Esta plataforma engloba a Escola Superior de Educação do IPS, a Universidade Moderna – Setúbal, Museus Municipais de Setúbal, MAEDS, Arte & Imaginação e diversos estabelecimentos de diversão nocturna.

Dia 19 – Ciclo de Cinema sobre a Guerra Civil de Espanha, passagem de filme, Libertárias, realizado por Vicente Aranda de 1996, com a duração de 125 minutos.

Dia 20Ciclo da Guerra Civil Espanhola, A Guerra Civil Espanhola, pelo João Madeira.

Dia 26 Ciclo de Cinema sobre a Guerra Civil de Espanha, passagem do filme, Tierra y Libertad, realizado por Ken Loach de 1995, com a duração de 110 minutos.

Dia 27Jantar Cultural do Ciclo da Guerra Civil Espanhola, Os Portugueses na Guerra Civil de Espanha, pelo Luís Farinha.

Julho de 2008

Dia 3 – Encerramento do Ciclo de sobre a Guerra Civil de Espanha, com a passagem do documentário Spanish Earth, realizado por Joris Ivens, em 1937 com a voz off de Ernest Hemingway, com a duração de 52 minutos e Setúbal e a Guerra Civil de Espanha, por Álvaro Arranja.

Dia 4Concerto intimista de Luís Azevedo Silva, no âmbito da digressão nacional de promoção do albúm “Austista”.

Dia 10Triologia Qatsi de Godfrey Reggio, com Koyaanisqatsi, de 1982, com a duração de 86 minutos.

Dia 11Jantar Cultural do Ciclo Padre António Vieira e o futuro da Lusofonia, com Paulo Borges e lançamento da revista “Nova Águia”.

Dia 17Triologia Qatsi de Godfrey Reggio, com Powaqqatsi, de 1988, com a duração de 99 minutos.

Dia 18Jantar Cultural do Ciclo Padre António Vieira e o futuro da Lusofonia, com Fernando Dacosta.

Dia 24 Inauguração do Painel celebrativo do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, em colaboração com o Espaço Triângulo – ACM, Caritas Diocesana de Setúbal e Santa Casa da Misericórdia de Setúbal.

Dia 31Concerto intimista de peças ibéricas, por Hugo Silva e convidados.

Agosto de 2008

Dia 1 Inauguração da exposição de pintura Salpicos, de Ana Cristina Sampaio e Luís Jorge.
Festa de 1.º aniversário da Prima Folia – Cooperativa Cultural.

Dia 6Triologia Qatsi de Godfrey Reggio, com Naqoyqatsi, de 2002, com a duração de 89 minutos.

Dia 7Debate sobre a cultura em Setúbal, entre Tiago Apolinário Baltazar e Carlos Tavares da Silva.

Dia 8Jantar Cultural do Ciclo Padre António Vieira e o futuro da Lusofonia, com António Marques Bessa.

Dia 25 e 26Ciclo ilustrado sobre a problemática do teatro nos Séculos XVI – XVIII – No âmbito do Festival de Teatro de Setúbal, em associação com o Teatro Estúdio Fonte Nova.

Setembro de 2008

Dia 1 e 2Ciclo ilustrado sobre a problemática do teatro nos Séculos XVI – XVIII – No âmbito do Festival de Teatro de Setúbal, em associação com o Teatro Estúdio Fonte Nova.

Programa de Outubro na Academia Problemática e Obscura

Dia 2, quinta-feira, às 21:30 horas Uma vitrina para a arqueologia, por Maria João Cândido, no âmbito das “Histórias da Margem Sul ”.

“Histórias da Margem Sul” visa constituir-se como um ciclo informal de reflexão em torno da memória colectiva de Setúbal e sua região, com vista à discussão de aspectos particulares e gerais sua da evolução histórica. A arqueologia faz parte das ciências históricas que oferecem um sentido de identidade a uma comunidade. Nesse sentido, a forma como essa informação científica é transmitida ao público assume-se como vector essencial da denominada divulgação científica. As estratégias de divulgação são o tema desta palestra.

Dia 3, sexta-feira, às 21:30 horas
Breve história da arqueologia sadina, por José Luís Neto, no âmbito das “Histórias da Margem Sul ”.

A história da evolução da arqueologia representa a história da evolução das nossas representações colectivas. A ideia de Setúbal e do setubalense, da sua natureza e dos agentes que intervêm nessa construção, são o tema desta conversa.

Dia 7, terça-feira, às 10:00 horas – Sessão de esclarecimento sobre Alzheimer, em colaboração com a Farmácia Leão Soromenho (Fonte Nova).

A Doença de Alzheimer é uma doença degenerativa, progressiva e irreversível que compromete irremediavelmente o cérebro causando alterações comportamentais profundas, dificuldade no raciocínio e na articulação do pensamento e diminuição da memória, com efeitos devastadores sobre o doente e sobre a família. Em Portugal são 60 mil as vítimas de Alzheimer.

Dia 10, sexta-feira, às 21:30 horas
– Debate, no âmbito do Ciclo de reflexão Setúbal: O Estado da Arte, sob coordenação científica de Fernando António Baptista Pereira, sobre o Património – ponto da situação, entre Fernando António Baptista Pereira e Joaquina Soares.

A inaugurar um novo ciclo, um debate do máximo interesse e intensidade, entre os directores do Museu de Setúbal/Convento de Jesus e do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, instituições guardiãs da memória colectiva da cidade e sua região.



Dia 16, quinta-feira, às 10:00 horas
– Prevenção de risco Cardiovascular, em colaboração com a Farmácia Leão Soromenho (Fonte Nova).

Esclarecimento sobre os factos de risco Cardiovascular, com a medição de tensão arterial e nível do colesterol, destinado à população da Fonte Nova. Terá de ter inscrição prévia.

Dia 17, sexta-feira, às 10:00 horas
– Início do 1.º concurso de artes plásticas da RESARTE (Rede de Expositores de Setúbal), no Centro Histórico Sadino.

Ver www.resarte.blogspot.com

Dia 23, quinta-feira, às 21:30 horas Debate, no âmbito do Ciclo de reflexão Setúbal: O Estado da Arte, sob coordenação científica de Fernando António Baptista Pereira, sobre o Arquitectura – ponto da situação, entre Luís Paixão e Luís Conceição.

Segundo debate, onde a arquitectura, o seu ensino e sua aplicação vão ser discutidos, por dois docentes de reconhecido mérito e valor, profundos conhecedores da realidade sadina, mormente por terem leccionado vários anos na licenciatura de arquitectura da Universidade Moderna – Setúbal.

Dia 24, sexta-feira, às 20:00 horas
– Jantar Cultural sob o tema Portugal, que futuro?, com Gonçalo Ribeiro Telles.

Gonçalo Pereira Ribeiro Telles (nascido em Lisboa 1922), arquitecto paisagista e dirigente político português. Militou na Juventude Agrária e Rural Católica, acentuando a sua oposição ao regime nas sessões do Centro Nacional de Cultura. Com Francisco Sousa Tavares, em 1957, fundou o Movimento dos Monárquicos Independentes, a que se seguiu o Movimento dos Monárquicos Populares, assumindo-se claramente contra a ditadura. Em 1967, aquando das cheias de Lisboa, impôs-se, publicamente, contra a política de urbanização do Governo. Após a Revolução de Abril, fundou o Partido Popular Monárquico, cujo Directório presidiu, o Movimento Alfacinha e o Movimento Partido da Terra, de que é Presidente Honorário. Figura notável do ambientalismo em Portugal, é Professor Catedrático da Universidade Técnica de Lisboa, desde 1976. Assinou os projectos do jardim da Fundação Calouste Gulbenkian (com o qual recebeu, ex aequo, o Prémio Valmor de 1975) e o Jardim Amália Rodrigues, junto ao Parque Eduardo VII. Foi ainda o fundador da Licenciatura em Arquitectura Paisagista na Universidade de Évora, onde é Professor Catedrático Jubilado Desempenhou o cargo de Ministro de Estado e da Qualidade de Vida no VIII Governo Constitucional, liderado por Francisco Pinto Balsemão. É dirigente da Convergência Monárquica, desde 1971.

Dia 30, quinta-feira, às 21:30 horas A questão portuguesa: uma perspectiva, por Teresa Pires.

Investigadora da Secção de História e Antropologia da Sociedade de Geografia de Lisboa, o curriculum de Teresa Pires é bem cohecido no mundo académico português. Este estudo trata-se de um ensaio sobre as raízes e dimensões existenciais dos portugueses, bem como das suas auto-representações.

Dia 31, sexta-feira, às 20:00 horas – Jantar Cultural sobre o fado e a sua poesia, com Gonçalo da Câmara Pereira.

Gonçalo Maria de Figueiredo Cabral da Câmara Pereira nasceu em Lisboa em 1952. Cantor e empresário de fado, é membro de uma família de fadistas, irmão de Nuno e Mico da Câmara Pereira e primo dos fadistas Vicente da Câmara, José da Câmara, Frei Hermano da Câmara e Teresa Tarouca. Começou a cantar fado nas festas da família. Saiu de Lisboa com quatro ou cinco anos, tendo vivido ainda no Funchal, na Covilhã e em Angola. A sua actividade enquanto fadista dividiu-se entre as apresentações em casas de fado e em espectáculos, a participação em discos de Nuno da Câmara Pereira (Fado! - 1988), Jorge Fernando (Oxalá -1993), O Melhor do Fado (1991) e Viva Portugal: O Grande Disco do Fado (1997). Além de se dedicar à interpretação de fado foi empresário teatral, tendo concebido, em 1989, os espectáculos "Um dia no Alentejo" e "Fado é Vida", este último com Teresa Tarouca, José e Mico da Câmara, entre outros. É empresário de fado, sendo proprietário das casas de Fado "Nove e Meio" e "O Páteo de Santana". Outras actividades a que se dedica incluem a agricultura, o hipismo, a tauromaquia e a política, tendo sido candidato à Câmara de Lisboa pelo Partido Popular Monárquico.

Programa de Setembro na Academia Problemática e Obscura

Dia 1, segunda-feira, às 22:00 horas – Ciclo ilustrado sobre a problemática do teatro nos Séculos XVI – XVIII – No âmbito do Festival de Teatro de Setúbal, em associação com o Teatro Estúdio Fonte Nova.

Discussão em torno das problemáticas teatrais: o actor no teatro inglês na Londres do Século XVII.


Dia 2, terça-feira, às 22:00 horas – Ciclo ilustrado sobre a problemática do teatro nos Séculos XVI – XVIII – No âmbito do Festival de Teatro de Setúbal, em associação com o Teatro Estúdio Fonte Nova.

Discussão em torno das problemáticas teatrais: o autor no teatro Europa Continental no Século XVII.


Dia 11, quinta-feira, às 20:00 horas – Jantar Cultural do Ciclo Padre António Vieira e o futuro da Lusofonia, com António Marques Bessa (A CONFIRMAR).

Último jantar do Ciclo da Lusofonia. É com enorme prazer que contaremos com António Marques Bessa, nascido em 1949. É Professor Catedrático do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas – Universidade Técnica de Lisboa com agregação e foi conferencista habitual do ex-ISNG nas matérias de Geopolítica e Estratégia. Dos seus trabalhos destacam-se "Ensaio sobre o Fim da nossa Idade" (Templo), "Introdução à Etologia" (Templo), "Quem Governa?" (ISCSP), "O Trabalho das Ideias" (ISCSP), "Arte de Governar" (ISCSP), "O Olhar de Leviathan" (ISCSP), "Utopia – Uma engenharia dos sonhos" (Europa-América), "Introdução à Política" (Verbo) com Jaime Nogueira Pinto e "Dicionario Politico para Occidente" (Vassallo de Mumbert) com J. Vargas. Atenda-se ao seguinte extracto de uma sua recente entrevista:

Que impacto para Portugal se o Tratado de Lisboa entrar em vigor?
A classe política portuguesa tem conduzido este processo sozinha, no isolamento e no secretismo. Parece que têm medo do povo. E com razão. O povo, em Portugal, costuma corrigir os desvarios da sua classe dirigente. O melhor é fazer tábua rasa do povo e depois elogiar muito as decisões populares, ou seja, dos representantes de ninguém. Os impactos só se podem ver no futuro mas para um país de dez milhões de pessoas, sem recursos, descapitalizado, sem alimentos, que poderemos esperar? O governo do estrangeiro. Os britânicos vivem o seu complexo de ilha coroada, de ilha imperial, não estão dispostos a agachar-se.

Faz então sentido a denúncia de Nigel Farage sobre o totalitarismo "à soviética" da União Europeia?

Eu denunciei já há muito tempo a formação de uma classe política de eurocratas. É o começo da consolidação de uma nomenclatura de funcionários bem pagos que nada querem saber dos cidadãos. A cidadania diminuirá e os privilégios da nomenclatura aumentarão. O esquema europeu baseado em altos e médios funcionários não vai a lado nenhum. A não ser ao marasmo, para onde já se inclina. Não basta ser entusiasticamente europeu. É preciso saber onde termina a Europa e quem é que lhe vai dar estrutura, ou seja, coluna vertebral. Porque ainda lhe falta muito para a ter. Os povos continuam a responder pelas suas identidades de modo que não há nacionalismo europeu, a não o ser o sentimento europeu muito presente no pessoal político, a quem o assunto interessa.


Dia 17, quarta-feira, às 21:30 horas – Ciclo "Egipto Eterno", com O Imortal, de Enki Bilal, 2004, com a duração de 99 minutos, seguido de palestra de António Almeida sobre "A influência do Antigo Egipto na cultura contemporânea através do mito de Horus".

Sinopse: Nova Iorque, 2095. Dentro de uma estranha pirâmide flutuante, os deuses do antigo Egipto julgam Horus, um deus com corpo de homem e cabeça de falcão. Em baixo na cidade, existe uma misteriosa mulher de cabelo azul que derrama lágrimas azuis. Seu nome é Jill Bioskop. Ela não sabe mas o Deus Horus cruzou todo o universo para a conhecer, Horus foi condenado a morte pelos seus pares. Ele tem sete dias de vida, sete dias para encontrar Jill no meio da confusão da cidade, seduzi-la e possuir o seu corpo, pois ela tem a capacidade genética de engravidar de um Deus, o que concederia a imortalidade a Horus. Para o conseguir Horus vai possuir o corpo de Nikopol, um prisioneiro politico que foi congelado à trinta anos atrás por saber de mais, e acabou de fugir. Horus, Nikopol e Jill... Uma misteriosa e sobrenatural relação onde tudo de distorce: corpo, voz e memória.


Dia 17, quinta-feira, às 21:30 horas – Ciclo "Egipto Eterno", com Treasures Seekers: Mysteries of Nile, de Rick King, 1999, com a duração de 53 minutos, seguido de palestra de António Almeida sobre "As maldições das múmias na cultura contemporânea".

Sinopse: Os monumentos do Antigo Egipto dominam a sua paisagem deserta. Eles recordam o fabuloso mundo de poder e riqueza que floresceu milhares de anos antes do nascimento de Cristo. Dois obcecados caçadores de tesouros dedicaram as suas vidas a descobrir os segredos enterrados nas profundezas da areia. Um deles era um homem-músculo de circo, atraído pela mística do Egipto e que desenvolveu uma enorme paixão pela descoberta dos seus segredos. O outro era um conhecido arqueólogo inglês, Howard Carter, que estava convencido que o túmulo do Rei Tutankamon jazia no Vale dos Reis. Ele e a sua equipa trabalharam sem cessar durante sete anos para o localizar e em 1922 trouxeram para a superfície o esquivo túmulo.

Dia 19, sexta-feira, às 21:30 horas – Jantar cultural do Ciclo "Egipto Eterno", com palestra de Aline Hall sobre "A influência do Antigo Egipto n'A Flauta Mágica de Mozart".

Licenciada em História pela FLUL. Mestra em História e Cultura Pré-Clássica pela mesma universidade com a tese "As influências egipcizantes da Flauta Mágica de Mozart. Colaborou no Dicionário do Antigo Egipto, sob direcção de Luís Manuel Araújo (2001). Em 2004 participou nos estudos de homenagem a José Nunes Carreira – Percursos do Oriente Antigo, organizados pelo Instituto Oriental da FLUL. Participou na Comissão Executiva do II Congresso de jovens Egiptólogos, em 2006, no Museu da Farmácia. Encontra-se, actualmente, a preparar a sua dissertação de doutoramento.


Dia 25, quinta-feira, às 21:30 horas – Debate sobre a cultura em Setúbal, entre Tiago Apolinário Baltazar e Carlos Tavares da Silva.

Um artigo intitulado "O deserto cultural", da autoria de Tiago Baltazar, iniciou uma recente polémica na cidade de Setúbal. O autor, estudante de Filosofia, defendeu que a produção e promoção cultural existente era de qualidade menor, motivada apenas por objectivos eleitoralistas, estilo "pop chunga". A resposta não tardou, através de um texto escrito por Paulo Anjos, categorizando Baltazar como um ignorante, pois afirma-o desconhecedor do que se fez e faz, para além de demagogo, pois advinha-lhe objectivos político-partidários obscuros. Seja como for, deu-se início a uma discussão importante sobre a política cultural existente em Setúbal e que política cultural deve vir a existir. Neste debate cruzar-se-ão estas duas leituras, uma de Tiago Baltazar e a outra de Carlos Tavares da Silva, personalidade essencial da Cultura sadina e fundador do MAEDS.


Dia 26, sexta-feira, às 20:00 horas – Jantar Cultural sobre Poesia, com Odete Santos.

Jantar dedicado à poesia. Maria Odete dos Santos nasceu na Guarda a 26 de Abril de 1941, sendo advogada e política portuguesa. É licenciada em Direito pela Universidade de Lisboa. Foi deputada na II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX e X legislaturas pelo Partido Comunista Português. Presidente da Assembleia Municial de Setúbal entre 2001 e 2009. Comendadora da Grande Ordem Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, membra Movimento Democrático das Mulheres, trabalhou em teatro, tendo representado variados autores como Gil Vicente, Edward Albee ou Moliére, entre outros. A sua produção literária é bastante conhecida e versátil, desde a poesia, com, por exemplo, A argamassa dos poemas, passando pela dramaturgia com, por exemplo, Em Maio há cerejas, para além de textos de apoio ao estudo do português.

"A poesia tem sido usada ao longo dos tempos como uma das mais belas e fortes armas de intervenção e apresentação de uma realidade, por vezes aparentemente "inexprimível". Este livro é uma homenagem a todos aqueles que, ao longo dos tempos, criaram e empunharam essas armas e que, de uma forma ímpar, nos deixaram este legado". Sobre A argamassa dos poemas


Cursos:

Os muçulmanos na Península Ibérica e na região de Setúbal, por António Rafael Carvalho (Gabinete de arqueologia da C. M. Alcácer do Sal) – às Sextas, em horário a combinar conforme a disponibilidade.


O Antigo Egipto, das imagens multifacetadas, por António Almeida (historiador) – aos fins de tarde, a combinar conforme a disponibilidade.


Introdução à Fotografia, por João Paulo Marques (fotógrafo, ex-professor do IADE e antigo responsável pelo arquivo fotográfico da AMI) – aos Sábados, em horário a combinar conforme a disponibilidade.


Cursos – 50 € por módulo - correspondendo a mês, mês e meio de aulas (40€ Folia Divina)


Jantares – 10 € (8€ Folia Divina).


Aceitam-se inscrições

Projecto "Resarte" Rede de expositores de Setúbal

Manifesto
O Distrito de Setúbal apresenta um expressivo número de alunos, superior à média nacional, que ingressam na área de Artes. Várias serão as explicações sociológicas que podemos encontrar, como a violência social latente, as desigualdades sociais marcantes, o que leva à necessidade de expressão e testemunho, ou ao simples facto de, através da arte, existir um estatuto socialmente apetecível.
Independentemente das causas essenciais que possam explicar o referido fenómeno, interessa-nos, antes, verificar que os cursos superiores destinados às artes são quase inexistentes na Margem Sul, o que obriga os alunos do ensino secundário a desistir desta área ou a terem de se deslocar para Lisboa, Caldas da Rainha e/ou Porto, de modo a poderem evoluir. Se no primeiro caso a perda é evidente, no segundo ela também existe, uma vez que as dinâmicas e mercado de arte nos locais para onde os estudantes migram, são muitíssimo mais atractivas. Deste modo, independentemente do orgulho regionalista que possam suscitar alguns casos de sucesso, não se pode esconder o simples facto de se estar a desperdiçar todo o investimento local em formação, que é sempre capitalizado por outras regiões. Setúbal, como capital de Distrito, deverá desenvolver, com os meios disponíveis, uma política de desenvolvimento do mercado das artes como forma de dinamização cultural e criação de uma vivência urbana tendencialmente cosmopolita.
A Rede de Expositores de Setúbal – RESARTE é constituída por instituições públicas e privadas que ensinam, expõem com carácter regular e promovem artes plásticas e outras, no Concelho de Setúbal. A sua cooperação em rede visa uma maior eficácia na produção, promoção e divulgação das mesmas.
A RESARTE funciona em regime totalmente voluntário, uma parceria informal, com vista ao mútuo benefício das partes e da persecução dos objectivos anteriormente descritos. O 1.º Concurso de Arte, promovido pela RESARTE, visa constituir-se como primeiro passo numa estratégia global de reinvenção do actual panorama.

Reagendamento: Quinta-Feira 14 de Agosto ás 20h

Jantar Cultural do Ciclo Padre António Vieira e o futuro da Lusofonia, com António Marques Bessa.

Último jantar do Ciclo da Lusofonia. É com enorme prazer que contaremos com António Marques Bessa, nascido em 1949. É Professor Catedrático do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas – Universidade Técnica de Lisboa com agregação e foi conferencista habitual do ex-ISNG nas matérias de Geopolítica e Estratégia. Dos seus trabalhos destacam-se “Ensaio sobre o Fim da nossa Idade” (Templo), “Introdução à Etologia” (Templo), “Quem Governa?” (ISCSP), “O Trabalho das Ideias” (ISCSP), “Arte de Governar” (ISCSP), “O Olhar de Leviathan” (ISCSP), “Utopia – Uma engenharia dos sonhos” (Europa-América), “Introdução à Política” (Verbo) com Jaime Nogueira Pinto e “Dicionario Politico para Occidente” (Vassallo de Mumbert) com J. Vargas. Atenda-se ao seguinte extracto de uma sua recente entrevista:

Que impacto para Portugal se o Tratado de Lisboa entrar em vigor?
A classe política portuguesa tem conduzido este processo sozinha, no isolamento e no secretismo. Parece que têm medo do povo. E com razão. O povo, em Portugal, costuma corrigir os desvarios da sua classe dirigente. O melhor é fazer tábua rasa do povo e depois elogiar muito as decisões populares, ou seja, dos representantes de ninguém. Os impactos só se podem ver no futuro mas para um país de dez milhões de pessoas, sem recursos, descapitalizado, sem alimentos, que poderemos esperar? O governo do estrangeiro. Os britânicos vivem o seu complexo de ilha coroada, de ilha imperial, não estão dispostos a agachar-se.
Faz então sentido a denúncia de Nigel Farage sobre o totalitarismo “à soviética” da União Europeia?
Eu denunciei já há muito tempo a formação de uma classe política de eurocratas. É o começo da consolidação de uma nomenclatura de funcionários bem pagos que nada querem saber dos cidadãos. A cidadania diminuirá e os privilégios da nomenclatura aumentarão. O esquema europeu baseado em altos e médios funcionários não vai a lado nenhum. A não ser ao marasmo, para onde já se inclina. Não basta ser entusiasticamente europeu. É preciso saber onde termina a Europa e quem é que lhe vai dar estrutura, ou seja, coluna vertebral. Porque ainda lhe falta muito para a ter. Os povos continuam a responder pelas suas identidades de modo que não há nacionalismo europeu, a não o ser o sentimento europeu muito presente no pessoal político, a quem o assunto interessa.

Inscreve-te já!
Jantar: 10 folias / 8 folias para folios divinos
tlm:963883143 primafolia@gmail.com

Programa Cultural de Agosto

Dia 6, quarta-feira, às 21:30 horas – Triologia Qatsi de Godfrey Reggio, com Naqoyqatsi, de 2002, com a duração de 89 minutos.

Sinopse: Tudo o que é bom tem de ter um fim, pelo que Naqoyqatsi, que significa a Vida como Guerra, fecha esta trilogia. Partindo da vida quotidiana, somos levados numa espiral que nos obriga a reflectir sobre as alterações de um mundo organizado segundo princípios naturais para este outro, determinado pela tecnologia, pelo sintético e pelo visual. Extremo, da intimidade ao espectacular, da tragédia à esperança, este último filme qatsi é uma experiência física e emocionalmente intensa.

Dia 7, quinta-feira, às 21:30 horas Debate sobre a cultura em Setúbal, entre Tiago Apolinário Baltazar e Carlos Tavares da Silva.

Um artigo intitulado “O deserto cultural”, da autoria de Tiago Baltazar, iniciou uma recente polémica na cidade de Setúbal. O autor, estudante de Filosofia, defendeu que a produção e promoção cultural existente era de qualidade menor, motivada apenas por objectivos eleitoralistas, estilo “pop chunga”. A resposta não tardou, através de um texto escrito por Paulo Anjos, categorizando Baltazar como um ignorante, pois afirma-o desconhecedor do que se fez e faz, para além de demagogo, pois advinha-lhe objectivos político-partidários obscuros. Seja como for, deu-se início a uma discussão importante sobre a política cultural existente em Setúbal e que política cultural deve vir a existir. Neste debate cruzar-se-ão estas duas leituras, uma de Tiago Baltazar e a outra de Carlos Tavares da Silva, personalidade essencial da Cultura sadina e fundador do MAEDS.

Dia 8, sexta-feira, às 20:00 horas
– Jantar Cultural do Ciclo Padre António Vieira e o futuro da Lusofonia, com António Marques Bessa.

Último jantar do Ciclo da Lusofonia. É com enorme prazer que contaremos com António Marques Bessa, nascido em 1949. É Professor Catedrático do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas – Universidade Técnica de Lisboa com agregação e foi conferencista habitual do ex-ISNG nas matérias de Geopolítica e Estratégia. Dos seus trabalhos destacam-se “Ensaio sobre o Fim da nossa Idade” (Templo), “Introdução à Etologia” (Templo), “Quem Governa?” (ISCSP), “O Trabalho das Ideias” (ISCSP), “Arte de Governar” (ISCSP), “O Olhar de Leviathan” (ISCSP), “Utopia – Uma engenharia dos sonhos” (Europa-América), “Introdução à Política” (Verbo) com Jaime Nogueira Pinto e “Dicionario Politico para Occidente” (Vassallo de Mumbert) com J. Vargas. Atenda-se ao seguinte extracto de uma sua recente entrevista:

Que impacto para Portugal se o Tratado de Lisboa entrar em vigor?
A classe política portuguesa tem conduzido este processo sozinha, no isolamento e no secretismo. Parece que têm medo do povo. E com razão. O povo, em Portugal, costuma corrigir os desvarios da sua classe dirigente. O melhor é fazer tábua rasa do povo e depois elogiar muito as decisões populares, ou seja, dos representantes de ninguém. Os impactos só se podem ver no futuro mas para um país de dez milhões de pessoas, sem recursos, descapitalizado, sem alimentos, que poderemos esperar? O governo do estrangeiro. Os britânicos vivem o seu complexo de ilha coroada, de ilha imperial, não estão dispostos a agachar-se.
Faz então sentido a denúncia de Nigel Farage sobre o totalitarismo “à soviética” da União Europeia?
Eu denunciei já há muito tempo a formação de uma classe política de eurocratas. É o começo da consolidação de uma nomenclatura de funcionários bem pagos que nada querem saber dos cidadãos. A cidadania diminuirá e os privilégios da nomenclatura aumentarão. O esquema europeu baseado em altos e médios funcionários não vai a lado nenhum. A não ser ao marasmo, para onde já se inclina. Não basta ser entusiasticamente europeu. É preciso saber onde termina a Europa e quem é que lhe vai dar estrutura, ou seja, coluna vertebral. Porque ainda lhe falta muito para a ter. Os povos continuam a responder pelas suas identidades de modo que não há nacionalismo europeu, a não o ser o sentimento europeu muito presente no pessoal político, a quem o assunto interessa.

Dia 22, sexta-feira, às 20:00 horas – Jantar Cultural – em processo de confirmação.

Dia 25, segunda-feira, às 22:00 horas – Ciclo ilustrado sobre a problemática do teatro nos Séculos XVI – XVIII – No âmbito do Festival de Teatro de Setúbal, em associação com o Teatro Estúdio Fonte Nova.
Discussão em torno das problemáticas teatrais: o teatro na época de William Shakespeare.

Dia 26, terça-feira, às 22:00 horas – Ciclo ilustrado sobre a problemática do teatro nos Séculos XVI – XVIII – No âmbito do Festival de Teatro de Setúbal, em associação com o Teatro Estúdio Fonte Nova.

Discussão em torno das problemáticas teatrais: o autor no teatro inglês na Londres do Século XVII.

Dia 1/9, segunda-feira, às 22:00 horas
– Ciclo ilustrado sobre a problemática do teatro nos Séculos XVI – XVIII – No âmbito do Festival de Teatro de Setúbal, em associação com o Teatro Estúdio Fonte Nova.
Discussão em torno das problemáticas teatrais: o actor no teatro inglês na Londres do Século XVII.

Dia 2/9, terça-feira, às 22:00 horas – Ciclo ilustrado sobre a problemática do teatro nos Séculos XVI – XVIII – No âmbito do Festival de Teatro de Setúbal, em associação com o Teatro Estúdio Fonte Nova.

Discussão em torno das problemáticas teatrais: o autor no teatro Europa Continental no Século XVII.

A imaginação ao poder!

Salpicos

Exposição de Ana Cristina Sampaio e Luís Jorge

Inauguração &

Festa de 1.º Aniversário da Prima Folia - Cooperativa Cultural

Dia 1 de Agosto, pelas 21.30 h. na Academia do costume...

Vem celebrar connosco.

Concerto esta Quinta-feira , 31 de Julho, às 22:00 horas



Ensaladas Ibéricas


Concerto de Hugo Silva e convidados


na Academia Problemática e Obscura

Mosaico Celebrativo do Ano Europeu do Diálogo Intercultural

No dia 24 de Julho de 2008, foi inaugurado o painel de mosaico celebrativo do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, que está integrado na parede lateral do Centro de S. Francisco Xavier da Caritas Diocesana de Setúbal, sito na Praça Teófilo Braga, em Setúbal. Este mosaico é fruto de um trabalho desenvolvido ao longo de vários meses no Espaço Triângulo da ACM/YMCA, com os jovens moradores no Bairro da Bela Vista. O Espaço Triângulo é um Centro de Actividades de Tempos Livres, que visa a integração de crianças e jovens do Bairro da Bela Vista, tendo como objectivos principais a promoção de comportamentos e hábitos de vida saudáveis e o desenvolvimento infantil/juvenil.

Os objectivos deste trabalho, integrado nos ateliers de "Artes e Ideias" do Espaço Triângulo, estão relacionados com a desmistificação da imagem negativa do Bairro da Bela Vista, bem como, sensibilizar a população em geral para a Inclusão Social, daí esta obra se situar no Centro da Cidade

A orientação artística, de Ricardo Crista, permitiu que, através das visões plurais de cada um dos jovens, fosse criado um único painel. Nele se cruzam as cores do branco, azul e amarelo, evocação dos tradicionais painéis azulejares portugueses seiscentistas, numa alusão à globalização que a gesta marítima trouxe para a Europa e para o Mundo. Os mosaicos aludem, por si, à Roma Clássica, essa mesmo que juntou e ligou de forma inquebrável a Europa, a Ásia e a África. No painel vêem-se distintos caminhos, que a partir de certo ponto, se encontram. Os jovens retratados são os autores, ou seus amigos, independentemente dos tons das peles. Estes, entre outros motivos se encontram neste painel, que procuram dar-nos uma reflexão sobre o Diálogo Intercultural, através dos olhos destes jovens.

Com este painel procura-se recordar também o carácter miscigenado da milenar população setubalense, fruto dos encontros de distintas populações da Europa, África e Médio Oriente que, sedimentando-se ao longo de milénios, atestam essa positiva convivência com as diferenças, tradição esta que deve ser recordada e praticada nos dias de hoje, em que novas vagas migratórias aportam a Setúbal.

Este painel é o resultado de uma parceria entre o Espaço Triângulo do ACM, a Prima Folia – Cooperativa Cultural, CRL, a Santa Casa da Misericórdia de Setúbal e a Caritas Diocesana de Setúbal, que juntos se manifestam contra a indiferença.

Ciclo de Cinema Julho - Tributo a Godfrey Reggio

Dia 10 de Julho, quinta-feira, às 21:30 horas – Triologia Qatsi de Godfrey Reggio, com Koyaanisqatsi, de 1982, com a duração de 86 minutos.

Koyaanisqatsi é um documentário. Koyaanisqatsi é um concerto visual de imagens em harmonia, com a música de Phillip Glass. Na realidade o filme tem início com os desenhos rupestres ameríndios, enquanto se ouvem os cânticos Koyaanisqatsi, que é um termo dos índios Hopi que corresponde ao conceito de Vida em Desequilíbrio. A partir daqui é uma impressiva e emocionante viagem sensitiva pelo mundo real onde vivemos. Incómodo, perturbador, uma arrebatadora obra-prima.

Dia 17 de Julho, quinta-feira, às 21:30 horas – Triologia Qatsi de Godfrey Reggio, com Powaqqatsi, de 1988, com a duração de 99 minutos.

Powaqqatsi, significa Vida em Transformação, é a segunda sequela da trilogia, explora as consequências do desenvolvimento tecnológico nos países em vias desenvolvimento e os efeitos que, a globalização de modelo ocidental, tem sobre estas sociedades. Perturbador filme, que nos obriga a uma profunda reflexão sobre os nossos valores e o papel que desempenhamos nas nossas vidas.

Em Agosto, na Academia Problemática e Obscura

Tudo o que é bom tem de ter um fim, pelo que Naqoyqatsi, que significa a Vida em Guerra, fecha esta trilogia.

Partindo da vida quotidiana, somos levados numa espiral que nos obriga a reflectir sobre as alterações de um mundo organizado segundo princípios naturais para este outro, determinado pela tecnologia, pelo sintético e pelo visual. Extremo, da intimidade ao espectacular, da tragédia à esperança, este último filme qatsi é uma experiência física e emocionalmente intensa.