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Cinema e Debate Para Fechar o Ano n'Academia

23 de Dezembro
Sexta-feira 20h

"Of Amsterdam"

Documentário de Catarina Neves Ricci


About Art. About Politics. About Immigration. About Education. It's about Amsterdam.

"Através da vida e trabalho de seis pessoas de diferentes nacionalidades que estão instaladas em Amesterdão, o documentário retrata a "luta" de quem vive num panorama artístico "conturbado" devido à falta de subsídios e apoios do Estado."
in Expresso


Jantar, seguido da apresentação do Filme e 
Debate sobre  Imigração com a Realizadora Catarina Neves Ricci.

Jantar 10 folios
        8 p/ folius divinus 

  
Trailer aqui:
http://youtu.be/Br4wSSrHKzM


Ciclo de Cinema de Novembro às Quintas na Academia Problemática e Obscura

Ciclo de Cinema "Viagem na História da República Checa"



Formando parte do coração da Europa, a presença do cinema Checo é quase inexistente em Portugal. No entanto, não só é a Escola de Cinema de Praga (conhecida como FAMU) uma das mais importantes da Europa, como também a sua indústria conta com anos de produção de qualidade. Num país com praticamente a mesma população de Portugal produzem-se à volta de vinte filmes por ano contando com uma presença evidente do público Checo nas salas de cinema. Com esta sessão esperamos dar a conhecer não só as características fundamentais do cinema Checo em todos os seus traços típicos e reconhecíveis, mas também uma viagem pela história da República Checa começando na Segunda Guerra Mundial e terminando com a entrada do país na União Europeia em 2004. 
Patrícia Paixão
 
 
 
3 de Novembro                                                                    
Quinta-feira 21h30 

“Shop on Mainstreet – A Pequena Loja na Rua Principal” 
(Obchod na korze, Realizadores: Ján Kadár e Elmar Klos, 1965)

Sendo um dos filmes premiados deste conjunto (vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1967 e com uma nomeação para melhor actriz em 1967), representa também um clássico Checoslovaco. Embora o filme traga algumas polémica relativamente a que nação “mais” pertence (se à República Checa ou se à Eslováquia), a verdade é que este espelha a realidade não só de dois países mas da área que ocupa a Europa Central durante a Segunda Guerra Mundial. “A Pequena Loja na Rua Principal” conta-nos a história de Tono Brtko (Jozef Kroner), um homem de poucas ambições a quem lhe é oferecido a proposta, pelo seu cunhado, de “arianizar” a loja da senhora Lautmanová (Ida Kamińska), uma Judia idosa que vive sem medo do futuro incerto e com confiança no seu negócio. O filme lida com a incerteza de Tono, por um lado em tomar o partido da ideologia Nazi e ir de acordo com as espectativas da sua mulher e do seu cunhado, por outro, em aproveitar-se de uma idosa e do seu negócio para o seu proveito e segurança futura. No entanto, o cenário começa a mudar quando Tono descobre que o negócio não é tão lucrativo como pensa e quando uma relação se desenvolve entre os dois. O filme abre portas aos temas que se tornarão lugares comuns no cinema Checo, o anti-herói, um conflito existencial e a dualidade entre os pequenos dramas como metáforas para tragédias maiores.
 
Vê o trailer aqui:
 
 
10 de Novembro                                                                   

Quinta-feira 21h30

“Black Peter – O Ás de Espadas” 
(Černý Petr, Realizador: Miloš Forman, 1963)

“Black Peter” não é apenas a primeira longa-metragem de um realizador que apenas mais tarde se viria a consagrar nos Estados Unidos, é também um filme que assinala o início da “New Wave” Checa e dos “Dourados Anos 60”, de um conjunto de realizadores (Jiří Menzel, Vera Chytilová, Jaromír Jireš, ou Jan Němec) que demonstrariam a sua criatividade e experimentalismo até à chegada da Primavera de Praga e a invasão soviética de ‘68.  Seguimos assim os passos de um adolescente que pouco se interessa pelo trabalho numa mercearia arranjado pelo seu pai a “espiar” clientes. Petr (Ladislav Jakim) parece ainda menos interessado em seguir quaisquer expectativas que os pais tenham para ele, a sua dedicação intensifica-se em impressionar a rapariga dos seus sonhos. Com “Black Peter” surge-nos a compreensão que o interesse de cada jovem não será seguir as normas da sociedade, mas aproveitar os prazeres mundanos enquanto lhe é possível. Duas características parecem marcar este filme que mais tarde serão uma constante em Forman. Uma delas, a música sempre presente, que nos faz querer dançar e voltar aos anos 60, o rock ou twist, mesmo que ainda em Checo. A outra, a sinceridade que, apesar de nos ser requerido comportar ou dedicarmo-nos a preocupações maiores, aquilo que nos move, seja a música ou até uma paixão, será sempre mais forte. Sem dúvida, “Black Peter” far-nos-á rir e sorrir, em especial pela sua despreocupação e irreverência, mas também por um começo na constante rebeldia e desacordo com a autoridade de Forman.
http://youtu.be/ZeLw07-CtEg
17 de Novembro                                                                   

Quinta-feira 21h30

“Kolya” (Kolja, Realizador: Zdeněk Svěrák, 1996)
O segundo vencedor desta lista de um Oscar para melhor filme estrangeiro traz-nos uma história mais leve, a relação entre uma criança Russa de cinco anos que dá vida à personagem principal, Kolya (Andrej Kalimon) e Franta Louka (Zdenek Sverák), um violoncelista demitido da Orquestra Filarmónica Checa que se dedica a tocar em funerais. Em troca de algum dinheiro Franta aceita um casamento arranjado com uma Russa. No entanto, pouco tempo após ela partir para a Alemanha Ocidental Franta ver-se-á a braços com o filho da sua dita “mulher”. Apesar dos problemas linguísticos entre os dois e da vida de Franta pouco dada à parentalidade a relação cresce. Como pano de fundo vemos as sombras de um regime prestes a mudar, onde um conformismo há muito parece ter-se instalado. Ignorar a realidade refugiando-se no campo ou tentando mostrar resistência em pequenos actos como não pendurar uma bandeira Soviética na janela parecem ser soluções para uma colaboração menos visível. Apesar de críticos como Andrew Horton de Kinoeye terem denunciado a vertente de “conto de fadas” do filme e o seu carácter nostálgico perante um regime que foi também ele brutal, a verdade é que “Kolya” retrata a vida de pessoas comuns que ironicamente se confrontam com o próprio inimigo numa versão infantil. O filme serve-nos também uma incrível banda sonora de música clássica, contendo nomes como Antonín Dvořak, Bedřich Smetana ou Felix Mendelssohn-Bartholdy.
http://youtu.be/HfVSvI4fo-s

24 de Novembro                                                                   

Quinta-feira 21h30

“Czech Dream” (Český sen, Realizadores: Filip Remunda, Vít Klusák, 2004)
Com registos memoráveis no cinema documental “Czech Dream” tenta reavivar essa herança num filme de fim de curso realizado por dois estudantes da Escola de Praga. Aclamado por pessoas como o ex-Presidente Checo, actor e dramaturgo Václav Havel ou até por Michael Moore, o também chamado “Filme do Hipermercado” serve-nos uma espécie de reality show denunciando todas as técnicas de venda e consumismo cego, toda a “filosofia” que envolve as cadeias de supermercados. Filip Remunda e Vít Klusák servem-nos uma atrevida experiência. E que tal criar o nosso próprio supermercado? Informam-se de tudo o que é preciso, desde a imagem de managers, à publicidade, passando pela criação dos panfletos com preços absurdamente atractivos ou até à compreensão dos clientes das superfícies comerciais, chegando por fim ao dia de abertura... Tudo para criar o supermercado perfeito. A eles começam-se a juntar equipas de especialistas de renome interessadas pela experiência. No entanto, “Czech Dream” não existe apenas pela experiência em si e por aquilo que o supermercado representa, mas por todo o mecanismo que está por trás e que possibilita a ascensão e proliferação destas superfícies. O filme estreou-se no mesmo ano da entrada da República Checa para a União Europeia, gerando na altura algum debate, questionando a validação da entrada ou mesmo na aplicação do dinheiro para propaganda política. A abertura do filme diz tudo, contrastando uma época onde se formavam filas para obter comida para outra onde se fazem filas para a abertura de supermercados. Podemo-nos rir com o ridículo, mas não será ele tão real? 
 
Vê o trailer aqui:
http://youtu.be/cKFUuMr63EM

A Começar Novembro...

3 de Novembro                                                                   
Quinta-feira 21h30 

Ciclo de Cinema "Viagem na História da República Checa"


Formando parte do coração da Europa, a presença do cinema Checo é quase inexistente em Portugal. No entanto, não só é a Escola de Cinema de Praga (conhecida como FAMU) uma das mais importantes da Europa, como também a sua indústria conta com anos de produção de qualidade. Num país com praticamente a mesma população de Portugal produzem-se à volta de vinte filmes por ano contando com uma presença evidente do público Checo nas salas de cinema. Com esta sessão esperamos dar a conhecer não só as características fundamentais do cinema Checo em todos os seus traços típicos e reconhecíveis, mas também uma viagem pela história da República Checa começando na Segunda Guerra Mundial e terminando com a entrada do país na União Europeia em 2004. 
Patrícia Paixão 



“Shop on Mainstreet – A Pequena Loja na Rua Principal” 
(Obchod na korze, Realizadores: Ján Kadár e Elmar Klos, 1965)

Sendo um dos filmes premiados deste conjunto (vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1967 e com uma nomeação para melhor actriz em 1967), representa também um clássico Checoslovaco. Embora o filme traga algumas polémica relativamente a que nação “mais” pertence (se à República Checa ou se à Eslováquia), a verdade é que este espelha a realidade não só de dois países mas da área que ocupa a Europa Central durante a Segunda Guerra Mundial. “A Pequena Loja na Rua Principal” conta-nos a história de Tono Brtko (Jozef Kroner), um homem de poucas ambições a quem lhe é oferecido a proposta, pelo seu cunhado, de “arianizar” a loja da senhora Lautmanová (Ida Kamińska), uma Judia idosa que vive sem medo do futuro incerto e com confiança no seu negócio. O filme lida com a incerteza de Tono, por um lado em tomar o partido da ideologia Nazi e ir de acordo com as espectativas da sua mulher e do seu cunhado, por outro, em aproveitar-se de uma idosa e do seu negócio para o seu proveito e segurança futura. No entanto, o cenário começa a mudar quando Tono descobre que o negócio não é tão lucrativo como pensa e quando uma relação se desenvolve entre os dois. O filme abre portas aos temas que se tornarão lugares comuns no cinema Checo, o anti-herói, um conflito existencial e a dualidade entre os pequenos dramas como metáforas para tragédias maiores.




4 de Novembro                                                                   
Sexta-feira 21h30


Jantar Cultural e Debate sob o Tema,
"O Círculo Cultural de Setúbal - 
História e Identidade da Cultura setubalense",
com José Maria Dias (Teatro Estúdio Fontenova) 
e José Luís Neto (Prima Folia)
Academia Problemática e Obscura - Rua Fran Pacheco n.º 178
Marcações para jantar - 96 368 37 91/96 97 91 335 - 
10 Folios/8 Folia Divina

Esta semana n'Academia Problemática e Obscura - Cinema e Música

27 de Outubro                                                                                                        Quinta-feira 21h30
Ciclo de Cinema "Kusturica, as primeiras obras" :
"O Tempo dos Ciganos"
"Dom za vesanje"  1989-142min 
(Palma de Melhor Realizador para Emir Kusturica,  Cannes 1989)

Sinopse:

Um pertinente olhar pela cultura e tradição cigana, em que Kusturica aproveita para abordar questões sempre importantes, como as crises da adolescência e a sua passagem para o mundo dos adultos, com a natural destruição dos sonhos de criança. Com este filme, que tem a particularidade de ser o primeiro a ser integralmente falado na língua cigana.


28 de Outubro                                                                                                     
 Sexta-feira 20h30
"À Conversa com a Música de Intervenção"

Francisco Fanhais e João da Ilha tocam as suas músicas e falam-nos sobre as estórias e histórias das suas canções.

Reservas p\ jantar: 96 368 37 91 / 96 97 91 335 / 91 765 01 77 / 93 481 55 95


Jantar-tertúlia sobre e com a Música de Intervenção com Francisco Fanhais e João da Ilha, dois compositores, de duas gerações, em confronto num país desnorteado...


Francisco Fanhais (Praia do Ribatejo, 17 de Maio de 1941), sacerdote e cantor português. Intérprete da música portuguesa de intervenção, Francisco Fanhais entrou para o seminário com dez anos e foi ordenado padre aos vinte e três. Através da música tornou-se expoente máximo dos católicos progressistas que, desde a célebre carta de D. António Ferreira Gomes, bispo do Porto, a Salazar, em 1958, se demarcavam progressivamente da ditadura. Emergiu na ribalta da música portuguesa após a participação no célebre programa de televisão Zip-Zip. Ainda em 1969 lança Cantilenas, o seu disco de estreia. Aparece na capa do primeiro numero da revista Mundo da Canção, editada em 19 de Dezembro de 1969. O seu álbum Canções da Cidade Nova é editado em 1970. A partir de poemas de Sophia de Mello Breyner, musicou Cantanta da Paz e Porque. Impedido de cantar, de exercer o sacerdócio e de leccionar nas escolas oficiais, emigra para França em 1971. Entretanto torna-se militante da LUAR, de Emídio Guerreiro. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974 e colabora nas campanhas de dinamização cultural do Movimento das Forças Armadas. Em 1975 é um dos participantes no disco República de José Afonso, gravado ao vivo em Itália. No disco Ao Vivo no Coliseu de José Afonso, aparece a fazer coros na canção Natal dos Simples. Em 1993 junta-se a Manuel e Pedro Barroso para apresentarem o espectáculo Encontro. Em 1995 recebeu a Ordem da Liberdade, por ocasião das comemorações do Dia de Portugal. A editora Strauss reeditou, em 1998, o disco Canções da Cidade Nova com o novo título de Dedicatória. A servir de capa foi colocado o manuscrito da dedicatória de José Afonso que aparecia na contracapa da edição original.
Discografia: Cantilenas (1969), Canções da Cidade Nova (1970), Corpo Renascido/Canção da Cidade Nova/Porque Descalça vai para a Fonte (EP, Zip-Zip), Dedicatória (Strauss, 1998) e Cantilena (EP, Orfeu) Cantilena/Juventude/Areia da Praia/Canção do Vento – Orfeu ATEP6325.

João Pedro Leonardo, ou João da Ilha, estará no cruzamento entre os sons do universo de inspiração Açoriano e as sonoridades recorrentes da Viagem por outras paragens do Mundo, está o lugar do João da Ilha… Tal como um Porto Insular, Infindável albergue de Canções, Poesias, Histórias, e Vidas do Incógnito Horizonte!