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Junho Ciclo de Cinema e Debate: Pela Autodeterminação do Povo Saharaui




1 de Junho                                                                                                                 
21h30

Al -Yidar (O Muro), 
de  Leonor Jiménez e Fernando Rivas, 55 minutos, 
seguido de Debate com a presença do delegado da Polisario em Portugal Ahamed Fal e dos activistas Rita Reis e João Falcão-Machado, que têm um contacto permanente com a realidade dos acampamentos de refugiados saharauis.





8 de Junho                                      
21h30

O Problema - Testemunho do Povo Saharaui, 
de Jordi Ferrer e Pabli Vidal, 82 minutos 



15 de Junho 
21h30

Gdeim Izik - Resistência Saharauí, 
de Antonio Velasquez e Isabel Terraza, 28 minutos 

22 de Junho 
21h30

RASD, Justiça sem Guerra?, 
de Josep Lluis Pénadés  

Vá ao Teatro pela sua Saúde!

"O Cerco de Leninegrado"

 

Sabias que o Teatro é uma arma?
Em cena "só" mais esta semana.
De 5ª a Domingo.
Vão ao Teatro pela vossa saúde!

"A cultura, sob todas as formas de arte, de amor e de pensamento, através dos séculos, capacitou o homem a ser menos escravizado". André Malraux

Últimas representações | De 24 a 27 de Maio (quinta a sábado ás 21h30 domingo ás 16h30) | Espaço Fontenova | Rua Dr. Sousa Gomes nº11 (Qtª Alves da Silva) Setúbal
Reservas: 265 233 299 | 967 330 188
 Bilhetes: 7€
Descontos: 5€ (desconto para estudantes, menores de 25, maiores de 65 e profissionais do espectáculo
Reservas: 967 330 188 | 265 233 299 | tef@sapo.pt|
Lotação limitada| Aconselhamos a fazer sua reserva.

Espectáculo para maiores 12 anos
Duração aproximada 1h45 minutos

Sinopse
Este espectáculo é uma criação baseada no olhar, na acção e nas memórias de duas mulheres que vivem encerradas num velho teatro, lutando e nunca se rendendo, contra a sua demolição anunciada. “Teatro” como metáfora para tudo o que se desmorona e que tem o fim anunciado por imposições tecnocratas e economicistas.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Texto: José Sanches Sinisterra | Encenação, Dramaturgia e Desenho de Luz: José Maria Dias | Interpretação: Graziela Dias e Sara Costa | Banda Sonora: Hugo Moreira | Design Gráfico: Maria Ramos | Fotografia: Pedro Soares | Direcção de Produção: Graziela Dias | Montagem e Assistência Técnica: Júlio Mendão

Esta Sexta-feira n'Academia Problemática e Obscura


Podes ver o trailer aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=UcLyyshOkH4

Em Março às Quintas!

 


Ciclo de Cinema Feminista
Março Mulher 2012






1 de Março                                                                                   
Quinta-feira 21h30m
n'Academia Problemática e Obscura

"Libertárias" de Vicente Aranda, 1996



http://youtu.be/1NLfEnfKBmw - trailer aqui

8 de Março                                                                                  
Quinta-feira 21h30m
n'Academia Problemática e Obscura

"Igualdade de Sexos - Made in Dagenham" de Nigel Cole, 1996



http://youtu.be/MCJ3Q_PcFI8 - trailer aqui

15 de Março                                                                               
Quinta-feira 21h30m
n'Academia Problemática e Obscura

"Persépolis" de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud, 2007



http://youtu.be/39oaSeMjylk - trailer aqui


22 de Março                                                                              
Quinta-feira 21h30m
n'Academia Problemática e Obscura

"Olhos azuis / Olhos castanhos " Documentário de Jane Elliot, 2007



http://youtu.be/TkLByj7RcZU - trailer aqui

ESTA SEXTA A NÃO PERDER!

Dia 17 de Fevereiro
20 horas, n' Academia Problemática e Obscura

Jantar cultural com Joaquina Soares 
"A arqueologia em Portugal e Setúbal: o ponto da situação"
Academia Problemática e Obscura - Rua Fran Pacheco n.º 178, em Setúbal
Marcações - 96 368 37 91/ 96 97 91 335

Joaquina Soares, directora do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS) desde 1975 e docente de Pré-História na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, é uma referência da arqueologia portuguesa, tanto no que se refere ao período Neolítico e Calcolítico no Sudoeste Peninsular, como na arqueologia regional.
Numa altura particularmente sensível para a arqueologia em Portugal, destituída de legitimidade e visibilidade política após o entusiasmo resultante das descobertas das gravuras Pré-Históricas de Foz Côa, a palestrante vem-nos falar do redimensionamento da função social de uma disciplina científica indissociável da compreensão dos tempos históricos e conhecimento do que nos liga enquanto comunidade, enquanto sociedade. Uma discussão a não perder!!!!

Para começar o ano em força!

7 de Janeiro
Sábado 21h
N'Academia Problemática e Obscura


Convocamos tod@s @s Folia Divina e amig@s da Cooperativa para:

1 - Inauguração da exposição colectiva "Retalhos Espontaneístas",  produzida pelo Passo do Olival;

2 - Celebração do 2.º aniversário de O SUL - Jornal Cultural e de Debates, temos novidades!;

3 - Apresentação da revista CONFRARIA - Humanidades.







 A crise é de ideias, 
a crise não passará por aqui!

+Dezembro com Cinema Documental e Debate

15 de Dezembro
Quinta-feira 21h30

Apresentação do Documentário:

"DESAMARRAS  

Rostos do Rendimento Social de Inserção no Porto"

Para que serve o Rendimento Social de Inserção?
Financia a preguiça ou é uma medida socialmente útil e indispensável?
Que problemas e questões se levantam na vida de quem dele beneficia?
Estas são algumas das suas vozes.

Seguido de Debate com João Carlos Louçã um dos autores, e, Isabel Guerra.





23 de Dezembro
Sexta-feira 20h

"Of Amsterdam"

Documentário de Catarina Neves Ricci

About Art. About Politics. About Immigration. About Education. It's about Amsterdam.


Jantar, seguido da apresentação do Filme e 
Debate sobre  Imigração com a Realizadora Catarina Neves Ricci.

17 e 18 de Novembro - Cinema e Debate

17 de Novembro                                                 


Quinta-feira 21h30
Ciclo de Cinema "Viagem na História da República Checa"

“Kolya” 
(Kolja, Realizador: Zdeněk Svěrák, 1996)

O segundo vencedor desta lista de um Oscar para melhor filme estrangeiro traz-nos uma história mais leve, a relação entre uma criança Russa de cinco anos que dá vida à personagem principal, Kolya (Andrej Kalimon) e Franta Louka (Zdenek Sverák), um violoncelista demitido da Orquestra Filarmónica Checa que se dedica a tocar em funerais. Em troca de algum dinheiro Franta aceita um casamento arranjado com uma Russa. No entanto, pouco tempo após ela partir para a Alemanha Ocidental Franta ver-se-á a braços com o filho da sua dita “mulher”. Apesar dos problemas linguísticos entre os dois e da vida de Franta pouco dada à parentalidade a relação cresce. Como pano de fundo vemos as sombras de um regime prestes a mudar, onde um conformismo há muito parece ter-se instalado. Ignorar a realidade refugiando-se no campo ou tentando mostrar resistência em pequenos actos como não pendurar uma bandeira Soviética na janela parecem ser soluções para uma colaboração menos visível. Apesar de críticos como Andrew Horton de Kinoeye terem denunciado a vertente de “conto de fadas” do filme e o seu carácter nostálgico perante um regime que foi também ele brutal, a verdade é que “Kolya” retrata a vida de pessoas comuns que ironicamente se confrontam com o próprio inimigo numa versão infantil. O filme serve-nos também uma incrível banda sonora de música clássica, contendo nomes como Antonín Dvořak, Bedřich Smetana ou Felix Mendelssohn-Bartholdy.





18 de Novembro                                                                                                                                              

Sexta-feira às 21h30

“Para que serviram os Governos Civis?”, 

palestra de Manuel Macaísta Malheiros.
Manuel Luís Macaísta Malheiros assumiu o cargo de Governador Civil do Distrito de Setúbal, no período entre dia 27 de Novembro de 2009 e 30 de Junho de 2011. Nasceu a 27 de Agosto de 1940, em Alcácer do Sal, Distrito de Setúbal. Terminou a licenciatura na Faculdade de Direito de Lisboa em 1962 e, em 1963, foi admitido como Marketing Trainee da Fima-Lever (Filial da Unilever em Portugal). De 1963 a 1974 foi advogado em Lisboa, tendo cumprido, entre 1966 e 1968, uma comissão de serviço militar por imposição, na Guiné-Bissau. Em 1973, fez o exame de aptidão para Revisor Oficial de Contas, tendo sido inscrito na respectiva Ordem. A inscrição está, actualmente, suspensa. Um ano mais tarde, foi aprovado em concurso de provas públicas para Juiz de Direito. Depois da Revolução de Abril, exerceu vários cargos públicos tendo sido Ministro do Comércio Interno no V Governo Provisório. Além das funções judiciais em Portugal, que iniciou em 1976, desempenhou, também, funções nas instituições europeias, após ter sido aprovado nos respectivos concursos. Em 1986, foi nomeado Chefe de Divisão da Tradução Portuguesa do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. Foi assistente da Faculdade de Direito de Lisboa e, de 1987 a 2000, encarregado do Curso de “Introdução ao Direito Português” no Europa Institut da Universidade do Sarre – Alemanha. Entre 1991 e 2001, foi Presidente da Comissão Paritária do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias; Presidente do Conselho de Redacção da Revista Terminologie et Traduction; membro da Comissão Paritária Comum às Instituições, da qual, entre 1998 e 2000, foi Presidente nomeado pelo Tribunal de Justiça. É membro de diversas associações, sendo fundador da Deutsch-Lusitanische Juristen Vereinigung e.V. – Heidelberg, da qual é co-presidente desde 1999. É Presidente da Assembleia Geral da Casa do Alentejo, em Lisboa. Pertence aos órgãos sociais da Liga Portuguesa dos Direitos do Homem – Civitas. Autor de diversas publicações na área do Direito, Manuel Macaísta Malheiros foi agraciado com as distinções honoríficas de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, de Commandeur de l’Ordre de Mérite (Luxemburgo) e de Director Honorário do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. Desempenhou funções no Tribunal Central Administrativo Sul como Juiz Desembargador.

Ciclo de Cinema de Novembro às Quintas na Academia Problemática e Obscura

Ciclo de Cinema "Viagem na História da República Checa"



Formando parte do coração da Europa, a presença do cinema Checo é quase inexistente em Portugal. No entanto, não só é a Escola de Cinema de Praga (conhecida como FAMU) uma das mais importantes da Europa, como também a sua indústria conta com anos de produção de qualidade. Num país com praticamente a mesma população de Portugal produzem-se à volta de vinte filmes por ano contando com uma presença evidente do público Checo nas salas de cinema. Com esta sessão esperamos dar a conhecer não só as características fundamentais do cinema Checo em todos os seus traços típicos e reconhecíveis, mas também uma viagem pela história da República Checa começando na Segunda Guerra Mundial e terminando com a entrada do país na União Europeia em 2004. 
Patrícia Paixão
 
 
 
3 de Novembro                                                                    
Quinta-feira 21h30 

“Shop on Mainstreet – A Pequena Loja na Rua Principal” 
(Obchod na korze, Realizadores: Ján Kadár e Elmar Klos, 1965)

Sendo um dos filmes premiados deste conjunto (vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1967 e com uma nomeação para melhor actriz em 1967), representa também um clássico Checoslovaco. Embora o filme traga algumas polémica relativamente a que nação “mais” pertence (se à República Checa ou se à Eslováquia), a verdade é que este espelha a realidade não só de dois países mas da área que ocupa a Europa Central durante a Segunda Guerra Mundial. “A Pequena Loja na Rua Principal” conta-nos a história de Tono Brtko (Jozef Kroner), um homem de poucas ambições a quem lhe é oferecido a proposta, pelo seu cunhado, de “arianizar” a loja da senhora Lautmanová (Ida Kamińska), uma Judia idosa que vive sem medo do futuro incerto e com confiança no seu negócio. O filme lida com a incerteza de Tono, por um lado em tomar o partido da ideologia Nazi e ir de acordo com as espectativas da sua mulher e do seu cunhado, por outro, em aproveitar-se de uma idosa e do seu negócio para o seu proveito e segurança futura. No entanto, o cenário começa a mudar quando Tono descobre que o negócio não é tão lucrativo como pensa e quando uma relação se desenvolve entre os dois. O filme abre portas aos temas que se tornarão lugares comuns no cinema Checo, o anti-herói, um conflito existencial e a dualidade entre os pequenos dramas como metáforas para tragédias maiores.
 
Vê o trailer aqui:
 
 
10 de Novembro                                                                   

Quinta-feira 21h30

“Black Peter – O Ás de Espadas” 
(Černý Petr, Realizador: Miloš Forman, 1963)

“Black Peter” não é apenas a primeira longa-metragem de um realizador que apenas mais tarde se viria a consagrar nos Estados Unidos, é também um filme que assinala o início da “New Wave” Checa e dos “Dourados Anos 60”, de um conjunto de realizadores (Jiří Menzel, Vera Chytilová, Jaromír Jireš, ou Jan Němec) que demonstrariam a sua criatividade e experimentalismo até à chegada da Primavera de Praga e a invasão soviética de ‘68.  Seguimos assim os passos de um adolescente que pouco se interessa pelo trabalho numa mercearia arranjado pelo seu pai a “espiar” clientes. Petr (Ladislav Jakim) parece ainda menos interessado em seguir quaisquer expectativas que os pais tenham para ele, a sua dedicação intensifica-se em impressionar a rapariga dos seus sonhos. Com “Black Peter” surge-nos a compreensão que o interesse de cada jovem não será seguir as normas da sociedade, mas aproveitar os prazeres mundanos enquanto lhe é possível. Duas características parecem marcar este filme que mais tarde serão uma constante em Forman. Uma delas, a música sempre presente, que nos faz querer dançar e voltar aos anos 60, o rock ou twist, mesmo que ainda em Checo. A outra, a sinceridade que, apesar de nos ser requerido comportar ou dedicarmo-nos a preocupações maiores, aquilo que nos move, seja a música ou até uma paixão, será sempre mais forte. Sem dúvida, “Black Peter” far-nos-á rir e sorrir, em especial pela sua despreocupação e irreverência, mas também por um começo na constante rebeldia e desacordo com a autoridade de Forman.
http://youtu.be/ZeLw07-CtEg
17 de Novembro                                                                   

Quinta-feira 21h30

“Kolya” (Kolja, Realizador: Zdeněk Svěrák, 1996)
O segundo vencedor desta lista de um Oscar para melhor filme estrangeiro traz-nos uma história mais leve, a relação entre uma criança Russa de cinco anos que dá vida à personagem principal, Kolya (Andrej Kalimon) e Franta Louka (Zdenek Sverák), um violoncelista demitido da Orquestra Filarmónica Checa que se dedica a tocar em funerais. Em troca de algum dinheiro Franta aceita um casamento arranjado com uma Russa. No entanto, pouco tempo após ela partir para a Alemanha Ocidental Franta ver-se-á a braços com o filho da sua dita “mulher”. Apesar dos problemas linguísticos entre os dois e da vida de Franta pouco dada à parentalidade a relação cresce. Como pano de fundo vemos as sombras de um regime prestes a mudar, onde um conformismo há muito parece ter-se instalado. Ignorar a realidade refugiando-se no campo ou tentando mostrar resistência em pequenos actos como não pendurar uma bandeira Soviética na janela parecem ser soluções para uma colaboração menos visível. Apesar de críticos como Andrew Horton de Kinoeye terem denunciado a vertente de “conto de fadas” do filme e o seu carácter nostálgico perante um regime que foi também ele brutal, a verdade é que “Kolya” retrata a vida de pessoas comuns que ironicamente se confrontam com o próprio inimigo numa versão infantil. O filme serve-nos também uma incrível banda sonora de música clássica, contendo nomes como Antonín Dvořak, Bedřich Smetana ou Felix Mendelssohn-Bartholdy.
http://youtu.be/HfVSvI4fo-s

24 de Novembro                                                                   

Quinta-feira 21h30

“Czech Dream” (Český sen, Realizadores: Filip Remunda, Vít Klusák, 2004)
Com registos memoráveis no cinema documental “Czech Dream” tenta reavivar essa herança num filme de fim de curso realizado por dois estudantes da Escola de Praga. Aclamado por pessoas como o ex-Presidente Checo, actor e dramaturgo Václav Havel ou até por Michael Moore, o também chamado “Filme do Hipermercado” serve-nos uma espécie de reality show denunciando todas as técnicas de venda e consumismo cego, toda a “filosofia” que envolve as cadeias de supermercados. Filip Remunda e Vít Klusák servem-nos uma atrevida experiência. E que tal criar o nosso próprio supermercado? Informam-se de tudo o que é preciso, desde a imagem de managers, à publicidade, passando pela criação dos panfletos com preços absurdamente atractivos ou até à compreensão dos clientes das superfícies comerciais, chegando por fim ao dia de abertura... Tudo para criar o supermercado perfeito. A eles começam-se a juntar equipas de especialistas de renome interessadas pela experiência. No entanto, “Czech Dream” não existe apenas pela experiência em si e por aquilo que o supermercado representa, mas por todo o mecanismo que está por trás e que possibilita a ascensão e proliferação destas superfícies. O filme estreou-se no mesmo ano da entrada da República Checa para a União Europeia, gerando na altura algum debate, questionando a validação da entrada ou mesmo na aplicação do dinheiro para propaganda política. A abertura do filme diz tudo, contrastando uma época onde se formavam filas para obter comida para outra onde se fazem filas para a abertura de supermercados. Podemo-nos rir com o ridículo, mas não será ele tão real? 
 
Vê o trailer aqui:
http://youtu.be/cKFUuMr63EM

A Começar Novembro...

3 de Novembro                                                                   
Quinta-feira 21h30 

Ciclo de Cinema "Viagem na História da República Checa"


Formando parte do coração da Europa, a presença do cinema Checo é quase inexistente em Portugal. No entanto, não só é a Escola de Cinema de Praga (conhecida como FAMU) uma das mais importantes da Europa, como também a sua indústria conta com anos de produção de qualidade. Num país com praticamente a mesma população de Portugal produzem-se à volta de vinte filmes por ano contando com uma presença evidente do público Checo nas salas de cinema. Com esta sessão esperamos dar a conhecer não só as características fundamentais do cinema Checo em todos os seus traços típicos e reconhecíveis, mas também uma viagem pela história da República Checa começando na Segunda Guerra Mundial e terminando com a entrada do país na União Europeia em 2004. 
Patrícia Paixão 



“Shop on Mainstreet – A Pequena Loja na Rua Principal” 
(Obchod na korze, Realizadores: Ján Kadár e Elmar Klos, 1965)

Sendo um dos filmes premiados deste conjunto (vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1967 e com uma nomeação para melhor actriz em 1967), representa também um clássico Checoslovaco. Embora o filme traga algumas polémica relativamente a que nação “mais” pertence (se à República Checa ou se à Eslováquia), a verdade é que este espelha a realidade não só de dois países mas da área que ocupa a Europa Central durante a Segunda Guerra Mundial. “A Pequena Loja na Rua Principal” conta-nos a história de Tono Brtko (Jozef Kroner), um homem de poucas ambições a quem lhe é oferecido a proposta, pelo seu cunhado, de “arianizar” a loja da senhora Lautmanová (Ida Kamińska), uma Judia idosa que vive sem medo do futuro incerto e com confiança no seu negócio. O filme lida com a incerteza de Tono, por um lado em tomar o partido da ideologia Nazi e ir de acordo com as espectativas da sua mulher e do seu cunhado, por outro, em aproveitar-se de uma idosa e do seu negócio para o seu proveito e segurança futura. No entanto, o cenário começa a mudar quando Tono descobre que o negócio não é tão lucrativo como pensa e quando uma relação se desenvolve entre os dois. O filme abre portas aos temas que se tornarão lugares comuns no cinema Checo, o anti-herói, um conflito existencial e a dualidade entre os pequenos dramas como metáforas para tragédias maiores.




4 de Novembro                                                                   
Sexta-feira 21h30


Jantar Cultural e Debate sob o Tema,
"O Círculo Cultural de Setúbal - 
História e Identidade da Cultura setubalense",
com José Maria Dias (Teatro Estúdio Fontenova) 
e José Luís Neto (Prima Folia)
Academia Problemática e Obscura - Rua Fran Pacheco n.º 178
Marcações para jantar - 96 368 37 91/96 97 91 335 - 
10 Folios/8 Folia Divina

Esta semana n'Academia Problemática e Obscura - Cinema e Música

27 de Outubro                                                                                                        Quinta-feira 21h30
Ciclo de Cinema "Kusturica, as primeiras obras" :
"O Tempo dos Ciganos"
"Dom za vesanje"  1989-142min 
(Palma de Melhor Realizador para Emir Kusturica,  Cannes 1989)

Sinopse:

Um pertinente olhar pela cultura e tradição cigana, em que Kusturica aproveita para abordar questões sempre importantes, como as crises da adolescência e a sua passagem para o mundo dos adultos, com a natural destruição dos sonhos de criança. Com este filme, que tem a particularidade de ser o primeiro a ser integralmente falado na língua cigana.


28 de Outubro                                                                                                     
 Sexta-feira 20h30
"À Conversa com a Música de Intervenção"

Francisco Fanhais e João da Ilha tocam as suas músicas e falam-nos sobre as estórias e histórias das suas canções.

Reservas p\ jantar: 96 368 37 91 / 96 97 91 335 / 91 765 01 77 / 93 481 55 95


Jantar-tertúlia sobre e com a Música de Intervenção com Francisco Fanhais e João da Ilha, dois compositores, de duas gerações, em confronto num país desnorteado...


Francisco Fanhais (Praia do Ribatejo, 17 de Maio de 1941), sacerdote e cantor português. Intérprete da música portuguesa de intervenção, Francisco Fanhais entrou para o seminário com dez anos e foi ordenado padre aos vinte e três. Através da música tornou-se expoente máximo dos católicos progressistas que, desde a célebre carta de D. António Ferreira Gomes, bispo do Porto, a Salazar, em 1958, se demarcavam progressivamente da ditadura. Emergiu na ribalta da música portuguesa após a participação no célebre programa de televisão Zip-Zip. Ainda em 1969 lança Cantilenas, o seu disco de estreia. Aparece na capa do primeiro numero da revista Mundo da Canção, editada em 19 de Dezembro de 1969. O seu álbum Canções da Cidade Nova é editado em 1970. A partir de poemas de Sophia de Mello Breyner, musicou Cantanta da Paz e Porque. Impedido de cantar, de exercer o sacerdócio e de leccionar nas escolas oficiais, emigra para França em 1971. Entretanto torna-se militante da LUAR, de Emídio Guerreiro. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974 e colabora nas campanhas de dinamização cultural do Movimento das Forças Armadas. Em 1975 é um dos participantes no disco República de José Afonso, gravado ao vivo em Itália. No disco Ao Vivo no Coliseu de José Afonso, aparece a fazer coros na canção Natal dos Simples. Em 1993 junta-se a Manuel e Pedro Barroso para apresentarem o espectáculo Encontro. Em 1995 recebeu a Ordem da Liberdade, por ocasião das comemorações do Dia de Portugal. A editora Strauss reeditou, em 1998, o disco Canções da Cidade Nova com o novo título de Dedicatória. A servir de capa foi colocado o manuscrito da dedicatória de José Afonso que aparecia na contracapa da edição original.
Discografia: Cantilenas (1969), Canções da Cidade Nova (1970), Corpo Renascido/Canção da Cidade Nova/Porque Descalça vai para a Fonte (EP, Zip-Zip), Dedicatória (Strauss, 1998) e Cantilena (EP, Orfeu) Cantilena/Juventude/Areia da Praia/Canção do Vento – Orfeu ATEP6325.

João Pedro Leonardo, ou João da Ilha, estará no cruzamento entre os sons do universo de inspiração Açoriano e as sonoridades recorrentes da Viagem por outras paragens do Mundo, está o lugar do João da Ilha… Tal como um Porto Insular, Infindável albergue de Canções, Poesias, Histórias, e Vidas do Incógnito Horizonte!

4º Aniversário da Prima Folia


3 de Agosto                                                                                 

Quarta-feira às 21h30 

 
Contos urbanos e suburbanos, a partir de Historietas Psicotrópicas de João Escoto, pelo actor Rui Sousa.



4 de Agosto                                                                           
Quinta-feira às 21h30 

António Galrinho apresenta Guernica, de Pablo Picasso, seguido de A Multiculturalidade na Arte Contemporânea



5 de Agosto                                                                        
Sexta-feira às 21h30 

Alexandra Boga, canta-autora, vem fazer a apresentação ao vivo do seu mais recente trabalho musical, lançado em Novembro passado, intitulado “Azul Atlântico”.



6 de Agosto                                                                    
Sábado às 20h


Jantar do IV aniversário da Prima Folia – Cooperativa Cultural, seguido da apresentação de O SUL – versão digital.
 

A identidade setubalense sem tabus!

15 de Julho
Sexta-feira 19h
 
"A história é o mais perigoso produto jamais preparado pela química do intelecto. Provoca sonhos, inebria as nações, sobrecarrega-as com falsas reminiscências.", gritou Paul Valéry. 
Neste último “City Break”, a Academia Problemática e Obscura propõe uma visita à arqueologia, identidade e cultura periférica. Como interpretar a identidade setubalense?
Este percurso repleto de signos e símbolos será realizado por José Luís Neto, que não fugirá à controvérsia.

Ponto de encontro
15 de Julho, às 19h, na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal

Contactos: 
primafolia@gmail.com / 96 368 37 91

Visita + Jantar - 15 €
Visita - 5€ / Jantar - 10 € (8€ Folia Divina)

Programação de Abril...

Dia 15 de Abril
Sexta-feira às 19h
(junto à Biblioteca Municipal para iniciar a visita)

Comemora-se proximamente o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, mas tal não nos interessa de todo.
O património, cimento da identidade e do conhecimento sobre nós mesmos, deve ser praticado. Por isso, a Prima Folia desenvolverá, ao longo dos próximos meses, várias visitas numa verdadeira revolução face às políticas e práticas museológicas tíbias que têm sido apanágio. Acreditamos que o turismo cultural não deve ser um entretenimento pobre apenas destinado às crianças e à terceira idade, mas pode e deve ser um exercício de aventura, fascínio e descoberta extensível a tod@s, filiado ao enriquecimento pessoal através da discussão e tertúlia, do risco e da fronteira, marcos genéticos desta cooperativa.

Estamos próximos da celebração da Páscoa. O que é a Páscoa?
É essa a nossa proposta para debate, através das práticas da Semana Santa que existiam em Setúbal faz trezentos anos. Sabiam que existiam procissões a preencherem essa semana como hoje existem em Sevilha? E que a sua espectacularidade em nada devia às actuais procissões de Braga? Propomos esclarecer este tema numa visita pedestre com a duração de hora e meia, seguida de jantar e debate. O
ponto de encontro é em frente à Biblioteca de Setúbal, no dia 15 de Abril, às 19.00h, hora em que se iniciava a extinta procissão do Senhor dos Passos. Vamos refazer o seu percurso e recriar o que então se passava.

Note-se que é preciso marcação prévia, pois temos de saber anteriormente o número de comensais.


Inscrevam-se.
primafolia@gmail.com
96 388 31 43


Dia 8 de Abril
Sexta-feira às 21h 30

O Cão Amarelo Mostra de Cinema Alternativo do Pinhal Novo vem apresentar uma retrospectiva da Mostra que já leva três edições, desta vez em Setúbal.
Serão várias curtas metragens escolhidas por Rui Sousa (membro do Cão Amarelo) para animar a sessão.


Programação do Março Mulher n'Academia Problemática e Obscura


 Dia 4 de Março 
Sexta-feira às 18h

Exposição individual de Márcio Fortuna

Mama Rosa – “Raios Catódicos”
(Travessa dos Galeões nº5)

...Passo Do Olival – “Seca Adegas – parte I”
(Rua Arronches Junqueiro nº76)

Academia Problemática e Obscura – “Placitu”
(Rua Fran Paxeco nº176)


Dia 4 de Março 
Sexta-feira às 20h30

Jantar Cultural seguido de apresentação,
“A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas”
por Anita Vilar.

Jantar (10 folias, 8 p/ folios divinus)


Dia 5 de Março 
Sábado às 16h

Debate “Segurança Social: Direitos e Contribuições” 
com Carla Bolito (Intermitentes do Espectáculo), Marco Marques (Precários Inflexíveis) e Kátia Castro (Ferve).




Dia 11 de Março 
Sexta-feira às 20h30
Jantar Cultural acerca da criação da: 
“Associação de Homens contra a Violência” 
com José Manuel Palma.

Dia 17 de Março 
Quinta-feira às 21h30

Projecção do filme:
“Dou-te os meus olhos” 106min
de Icíar Bollaín (2003).

SINOPSE
Pilar foge de casa levando consigo o filho, Juan. Depois de nove anos de casamento, ela compreende que os maus tratos a que o marido a sujeita não vão acabar e decide ir-se embora e começar uma nova vida. Mas Pilar é tudo para António, que não consegue viver sem ela, este tenta convencê-la a perdoá-lo e a voltar para casa. Pilar acaba por ceder porque continua a amar o seu marido. Será que António vai realmente mudar?
Dia 18 de Março 
Sexta-feira às 21h30

Debate “A Marcha Mundial das Mulheres: Rede Internacionalista Feminista”
com Almerinda Bento.





Dia 25 de Março 
Sexta-feira às 20h30

Jantar Cultural com a apresentação do livro 
“Feminismos em Portugal (1947-2007)” 
com a presença da autora Manuela Tavares.


Programação de Novembro na Academia Problemática e Obscura

Dia 6 de Novembro
Sábado às 20h00

Jantar Benefit para digressão à Galiza do Grupo João da Ilha

Convívio e música ao vivo. 

Jantar – 7 folias


Dia 12 de Novembro
Sexta - feira às 20h

Jantar Cultural com a apresentação do livro «Os Donos de Portugal», com Fernando Rosas e Jorge Costa.

Jantar – 10 folias (8 Folio Divino)







Dia 19 de Novembro
Sexta-feira às 20h00

Jantar Cultural com Inês de Medeiros seguido de debate «estatuto do artista vs profissionais do sector cultural». 

Jantar – 10 folias (8 Folio Divino)






Dia 26 de Novembro
Sexta-feira às 21h30

Palestra sobre o tema "De século em século, de festa em festa, até hoje", por Regina Bronze